inês botelho 

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o passado que seremos | prelúdio | o ceptro de aerzis

 

"Prelúdio é uma obra ritmada no silêncio introspectivo das suas personagens e na musicalidade de uma escrita envolvente e inebriante. A vida corre por estas linhas prenhe de indecisões, ternura e uma infinidade de tonalidades. Os protagonistas redescobrem-se e reinventam-se, despindo camada após camada, interligando as suas histórias. Alguns sonhos esvaem-se, outros nascem. Fica a certeza do correr do tempo."

 

 

 

 

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Embora possa parecer estranho a alguns, e apesar de em quase tudo se distanciar da trilogia, sempre soube que esta seria a história que contaria a seguir.

Desenvolvido a partir do olhar de quatro protagonistas tão comuns e tão especiais quanto qualquer outra pessoa, o livro desenrola-se num quotidiano citadino. Não há enigmas para deslindar, peripécias de enredo, reacções espalhafatosas. Existem apenas Alice, Duarte, Ada e Lídia, as suas muitas histórias, os que os rodeiam, os múltiplos silêncios, a realidade do que lhes acontece e do que recordam. O futuro que tinham idealizado anuncia-se impossível. Por muito que a tentem retardar, a mudança está próxima, é inevitável. As certezas frágeis de Lídia não a travarão, nem o desejo de Duarte de regressar a um tempo em que parecia controlar os acontecimentos, nem sequer o receio que Alice nutre pelo imprevisto. E Ada, pilar que os aproxima e afasta, avança, observadora e brincalhona, confiante de que o devir lhes trará outros sorrisos, novas aflições, mais histórias e alegrias.

Quis debruçar-me sobre estas quatro personagens, as suas fragilidades e encantos, e explorar a forma como reagem e lidam com uma situação destabilizadora que as obrigará a despertar da monotonia diária e a agir. Interessava-me também imprimir ao texto uma forte componente visual e táctil, pelo que, muitas vezes, a noção do grande espaço se esbate, impondo-se a imaginação dos protagonistas e o que com eles contacta, um microcosmos de sensações, corpos e nervos.

Adepta convicta da diversidade, aprecio experimentar vários temas, arriscar novos desafios. Não me agrada, portanto, limitar-me a um único género. Prefiro escolher o que escrevo baseada no potencial e nas possibilidades que cada ideia me parece oferecer. É nesse sentido que surge este livro, e todos os que se possam seguir.