inês botelho

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Nasci a 3 de Agosto de 1986, segundo dizem depois de uma manhã tempestuosa.

Durante a minha infância sempre tive uma certa propensão para as letras (no seu estado mais embrionário) e para a música. Por isso, os meus pais acharam por bem inscrever-me numa escola de música, onde comecei os meus estudos de piano. Em 1994, integrei o elenco infanto-juvenil que, sob a direcção e encenação da professora Norma Graça-Silvestre, levou à cena uma adaptação livre e traduzida da ópera “Hänsel und Gretel”. E em 1996 ingressei na Academia de Música de Vilar do Paraíso, onde, anos mais tarde, completei o 8º grau de Piano e Formação Musical. A partir de 2001 fiz ainda parte do Coro Juvenil dessa escola, o que me proporcionou não só um aprofundar dos meus conhecimentos musicais, mas também alguns momentos muito felizes. É, sem dúvida, de referir que, em Maio de 2002, sob a orientação do maestro Ernesto Coelho, o Coro Juvenil obteve no 50º Festival Europeu de Música de Neerpelt, na Bélgica, um Primeiro Prémio Cum Lauda.

A minha grande paixão pela representação levou-me a entrar para o Grupo Juvenil de Teatro do Sporting Clube Candalense, entre 1995 e 1997. Estimulada também pelo meu gosto pela Sétima Arte, em 2001 participei num dos workshops organizados pela associação Os Filhos de Lumiére. Esta é uma paixão que ainda acalento. Recuso-me, até com certa teimosia, a abandoná-la. Talvez um dia a possa desenvolver.

Incentivada pela minha professora de português do secundário – Maria Luísa Pinto – escrevi críticas cinematográficas semanais para o jornal de parede do Colégio de Nossa Senhora da Bonança, onde estudei do 7º ao 12º ano. Foi também ela quem me convenceu a participar no concurso de literatura juvenil “Triângulo Jota”, organizado pelas Edições ASA durante o primeiro semestre de 2002, e no qual vim a obter o 9º lugar na categoria Ensino Secundário. A experiência adquirida com as críticas cinematográficas para o jornal do colégio ajudou-me ainda a ficar entre os dez vencedores do concurso “Colecção DVD’s DN”.

Nas férias grandes de 2002, entre o meu 10º e 11º anos, um pouco por não ter nada mais interessante para fazer e porque a ideia para a trilogia “O Ceptro de Aerzis” já me assaltava há algum tempo, decidi passar a papel aquilo que viria a ser “A Filha dos Mundos”. Desde então, a escrita tornou-se mais do que uma paixão. É uma nova necessidade, um novo alento, e algo que adoro fazer.

Sucederam-se “A Senhora da Noite e das Brumas” e “A Rainha das Terras da Luz”, respectivamente nas férias de 2003 e de 2004. Todos os livros foram publicados, pelas Edições Gailivro, um ano depois de terem sido escritos.

A convite da Épica – Associação Portuguesa do Fantástico nas Artes, participei na palestra “O Fantástico no Feminino”, realizada em Outubro de 2005, e no “Fórum Fantástico 2005” que decorreu em Novembro do mesmo ano.

Durante as férias de Verão de 2006 dediquei-me a escrever “Prelúdio”, um trabalho manifestamente diferente da trilogia, mas igualmente gratificante, editado em 2007 pelas Edições Gailivro.

Em Novembro desse ano, de novo a convite da Épica, apresentei e conduzi uma conversa com o autor W. J. Maryson integrada no “Fórum Fantástico 2007”.

No primeiro semestre de 2008 realizei por fim um objectivo antigo ao integrar o Programa de Mobilidade Erasmus. Milão não será a capital dos meus sonhos, nem a cidade em que gostaria de viver, contudo por alguns meses foi a minha casa, serviu de cenário a inúmeras experiências e uma certa nostalgia é inevitável. Não posso repetir os instantes, mas espero não perder as pessoas.

Licenciei-me em Biologia em 2008 pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Permaneço fascinada por esta ciência, pelas suas muitas áreas e ramificações, no entanto foi à Literatura que me decidi dedicar. Preparam-se e iniciam-se diversas ideias e projectos, uns mais secretos do que outros. Há muito para ler e pouco tempo para o fazer. Música ouve-se nos intervalos, saboreia-se. Cinema quando se conseguem juntar algumas horas. Amigos sempre que possível. É época de mudança e trabalho.