inês botelho

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o ceptro de aerzis | livro 1 | livro 2 | livro 3 - a rainha das terras da luz | glossário

 

 

"Passaram-se seis anos desde que Iruvienne se tornou Rainha das Terras da Luz. Aran regressa das Terras Brancas e com ele vem o príncipe Legonon. Tudo parece correr bem, até que Iruvienne volta a sonhar com a aranha e o homem com cabelos como serpentes… Porque terá voltado esta Visão? E qual o seu significado? Estará a resposta a este mistério algures nas Terras do Norte?

Chegou a altura de Iruvienne viver a aventura que sempre desejou. Mas será que ela está preparada para o que vai encontrar?..."

 

E eis chegada a conclusão da trilogia; que, de certa forma, não deixa de ser também um novo começo.

É um livro marcado pela constante, embora por vezes quase indetectável, oscilação entre a reflexão e a aventura. Lentamente, as várias pontas soltas dos livros anteriores são unidas e interligadas, revelando padrões e segredos. Através de pequenos conflitos e dilemas, dos seus próprios medos e receios, e da crescente percepção de que a fronteira entre bem e mal, certo e errado, não é tão marcada quanto seria de supor, as personagens traçam os seus caminhos e delineiam o desenlace.

No centro de toda a trama, encontra-se inevitavelmente a Natureza, elemento unificador, personificada no seu todo, embora jamais encarnada num único ser. As sensações que provoca, as interligações que cria com quase todas as personagens, permitem e favorecem o desenrolar dos acontecimentos. De facto, certas personagens formam com ela uma ligação simultaneamente física e espiritual, praticamente ocorrendo uma fusão entre ambas.

Mais do que o fim da história, para mim este terceiro livro marca o início definitivo de uma outra aventura maravilhosa: a escrita. Depois dos dois primeiros livros, em que tinha ainda algum receio de me embrenhar totalmente nas palavras e simbolismos, soltei-me. Criei no enredo todas as voltas e reviravoltas que me aprouveram, desenvolvi todos os temas que queria, por mais delicados que pudessem ser, e principalmente explorei a escrita tanto quanto me apeteceu. Entrego-vos, portanto, a história. Ela já não é minha; é vossa. A escrita, fico com ela, para todos os meus futuros projectos.