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inês botelho início | biografia | bibliografia | imprensa | agenda | caderno | correio _________________________________________________________________________________________________________________ o ceptro de aerzis | livro 1 | livro 2 - a senhora da noite e das brumas | livro 3 | glossário |
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" Mais uma vez as Terras da Luz estão em perigo, Morgriff recuperou novamente as suas forças e invadiu a cidade de Omnirion. A única esperança do Povo da Luz é Galaduinne, a filha de Ailura e Edínmtor, que se refugiou em Brumívium onde, com a ajuda da Senhora da Noite e das Brumas e das sacerdotisas de Névila, aprenderá os segredos da noite e preparar-se-á para defrontar Morgriff."
Se no primeiro livro a minha preocupação principal era a história, neste segundo comecei realmente a debruçar-me sobre as palavras. A história caracteriza-se, porventura, mais pelo saber não agir, do que pela acção contínua com que as personagens da primeira parte se viam, muitas vezes, confrontadas. E, por isso, é também um livro de sensações, de contacto e interacção com a Natureza, o que me permitiu discorrer algumas descrições que gostei especialmente de escrever. Talvez porque é nessas partes que as palavras podem correr livremente, o ritmo se harmoniza e a beleza é um pouco mais verdadeira. Além disso, uma vez que a trama se desenrola durante vários anos, pude debruçar-me sobre o modo de vida daqueles Povos, o seu dia-a-dia e, consequentemente, o que aquele Mundo é na realidade. Há mais vida, mais preocupações para além da ameaça que recai sobre aquelas terras. E é aqui que se começa a perceber o quão diferentes e, ao mesmo tempo, semelhantes Elfos, Fadas e Humanos podem ser. De certa forma, é um livro reflexivo, em que as personagens e a história servem um pouco como elo de ligação entre o início e o fim da trilogia. Alguns dos assuntos do primeiro livro são explorados e explicados. Por outro lado, novas questões e elementos são aflorados, introduzidos, referidos, mas sem serem explanados. No fundo, prepara-se o que só será descoberto na conclusão da história. Todas as bases estão lá, todos os indícios, mas terão de ser as próprias personagens a desencadeá-los. |